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Rock SC – entrevista com Alexandre Gonçalves

Publicado em 21 de outubro de 2009 por , na categoria Novidades.

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Nós do Kommbo adoramos, amamos e ouvimos muito rock! Apoiamos o rock nacional e principalmente o rock catarinense. Portanto, não poderíamos deixar de apoiar o Rock SC, o blog de iniciativa do jornalista Alexandre Gonçalves, onde são publicados videoclipes de bandas catarinenses.

Fizemos uma entrevista com Alexandre Gonçalves, que também é criador do blog Coluna Extra:

KOMMBO: Alexandre, você criou o Coluna Extra em 2004. Para você, o que mudou nos blogs de lá pra cá?

Alexandre: Basicamente, a “concorrência” ficou mais acirrada a partir do momento em que o formato blog se tornou mais popular e deixou de ser exclusivo para “iniciados”. Há uma grande segmentação, o que é positivo. E o que acontece ou começa a acontecer com o Twitter atualmente, aconteceu com os blogs entre 2007/2008, quando os portais de notícias passaram a investir mais no formato, considerado prático para transformar comentaristas de outros meios em blogueiros e também para concentrar coberturas especiais. Por outro lado, também houve uma migração parcial de usuários do Orkut para a blogosfera, com o propósito de gerar mobilização entorno de alguma causa ou para simplesmente publicar conteúdo de sua preferência. Cito como exemplo os fãs de artistas teens como Jonas Brothers e Hannan Montana e os torcedores de time de futebol. Estes últimos, aliás, são um caso à parte porque além de ferramenta de mobilização, usam o blog também como ferramenta de vigilância da mídia esportiva – o que nem sempre é feito de forma correta e responsável, beirando a intolerância e colocando em risco a credibilidade de toda essa multidão de blogueiros que lota a blogosfera brasileira.

KOMMBO: Sabemos que o Twitter está em alta atualmente. Você vê o Twitter como uma ferramenta importante? Na sua opnião, qual é a melhor forma de utilização para os jornalistas?

Alexandre: Jornalista que não enxerga utilidade no Twitter é porque ainda não usou o microblogging para valer. Em outubro de 2007, usei o Twitter como ferramenta de trabalho pela primeira vez. Fiz uma cobertura da Futurecom daquele ano para o Coluna Extra publicando apenas tweets. Escrevi na época que “como primeira experiência, a avaliação é positiva não só da cobertura (com 97 posts publicados), mas também da utilidade do Twitter para este tipo de ação. Recomendo”. Dois anos depois, sigo pensando assim e vou mais além. Como já trabalhei com rádio, eu vejo muito utilidade no Twitter como meio para publicação de notícias urgentes, com forte potencial de mobilização e de participação, como aconteceu durante a tragédia das chuvas em novembro de 2008. É aquela coisa de notícia que não dá para esperar para ser divulgada. “Vai pro ar” e vai sendo ampliada, complementada. Nisso, o BNO News (http://twitter.com/BreakingNEWs) é exemplar.

KOMMBO: Ao mesmo tempo que os Blogs, Twitter, Orkut, Facebook e etc. podem trazer bons frutos para os músicos, de que forma você acredita que a má utilização dessas ferramentas pode denegrir a imagem dos mesmos?

Alexandre: Pela experiência com o Rock SC, tenho que visto que, com raras exceções, os músicos sofrem do mesma falho que muitas empresas quando se trata de rede social: eles apenas estão no Twitter, Orkut, MySpace, Facebook, etc., interagem pouco e não usam todo o potencial que a maioria das mídias sociais proporciona. Encontrei sites de bandas até que bem organizados que trazem links para todos os perfis em redes sociais, mas nem sempre estes perfis estão atualizados. E isso pode até nem denegrir a imagem da banda, mas frustra quem busca informações.

KOMMBO: Como surgiu a idéia do Rock SC?

Alexandre: Faz um tempo que eu venho acompanhado como fã, ouvinte, leitor e amigo de músicos toda a mobilização das bandas catarinenses num esforço de colocar o estado no mapa como produtor e não apenas consumidor de música. Este ano pude dar minha contribuição com algumas ações casadas no Coluna Extra (www.colunaextra.com.br) com o Paredão Contracapa (www.atlantida.com.br/paredao), programa da rádio Atlântida FM que só toca música de Santa Catarina (basicamente usei ferramentas de interatividade ouvintes-programa, via CoveritLive e TweetChat). De alguma forma isso criou um vínculo do Coluna Extra com a “cena”, até que um dia, deixaram um link para um vídeo no YouTube na área de comentários de um post no Coluna Extra sobre o Paredão. Fui conferir e era um clipe da banda Liss (www.liss.com.br), de Rio do Sul, uma das boas bandas que conheci pelo programa da Atlântida. No mesmo dia, no Twitter, li que o músico Rodrigo Daca (www.rodrigodaca.com), de Florianópolis, iria lançar seu novo disco, o EP Mundo Novo, publicando um clipe por semana. Isso deu o “clique”: as bandas de Santa Catarina estão produzindo clipes. E de cara pensei no formato de sites como BeatlesTube, ElvisTube, StonesTube. Ou seja, simples e prático para exibir vídeos de todos os tipos, organizados por tags. Pensei em nomes. A primeira idéia foi batizar de SC Rock Tube, mas o domínio ficaria horrível (scrocktube). Descartei e simplifiquei: Rock SC. Registrei, fiz o logo, usei um template simples e em três dias estava no ar.

KOMMBO: Qual é o objetivo do Rock SC?

Alexandre: O Rock SC tem o objetivo de ser a videoteca do rock de Santa Catarina, reunindo num único endereço vídeos de bandas de rock de todo o estado. A idéia é que o Rock SC sirva não só como um grande acervo de clipes, vídeos ao vivo, foto-clipes, entrevistas, documentários, etc., mas também como um parceiro de bandas/artistas e produtoras na distribuição de vídeos pela internet, via RSS e Twitter, por enquanto. Cito como exemplo disso a parceria informal que fiz com o músico Rodrigo Daca. Ele lançou cinco clipes, um por semana, do seu novo trabalho, o EP Mundo Novo. E sempre que o vídeo já estava disponível no YouTube, ele me mandava o link e eu agendava a publicação do vídeo no Rock SC, ampliando a divulgação e distribuição dos clipes. O resultado disso é que com o uso de uma tag especial, o fã pode assistir aos cinco clipes de Mundo Novo no Rock SC. Além disso, o Rock SC tem também um objetivo pessoal/profissional: nasceu para ser parte do portfolio da agenteinforma (www.agenteinforma.com.br), empresa que estou abrindo em parceria com o jornalista Diógenes Fischer, que também é músico (Superbug e Os Pistoleiros) para atuar no segmento de produção e gestão de conteúdo.

KOMMBO: O que você espera para as bandas que participarem do blog?

Alexandre: Até o momento a participação está sendo muito positiva. Tenho recebido e-mails diários de bandas de todos os cantos do estado e isso para mim é sintomático: as bandas estão produzindo e querem espaço para mostrar sua música. O Rock SC entra como uma das possibilidades de organização e distribuição de clipes, que é uma parte importante neste processo de consolidação do mercado musical do estado, não só em relação às bandas, mas também de produtora de vídeos. E eu espero sinceramente que minha iniciativa possa contribuir: maior divulgação, maior visibilidade para quem faz rock e para quem faz clipes em Santa Catarina.

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