E-flyer da 6ª edição do KOMMBO #drumbeat
Publicado em 16 de junho de 2010 por lokow, na categoria Kommbo.

Publicado em 16 de junho de 2010 por lokow, na categoria Kommbo.

Publicado em 16 de junho de 2010 por ascatia, na categoria Internet Livre.
O Investintech publicou um mapa com os bloqueios sancionados à web pelo mundo. Ao clicar nos países, são mostrados os serviços que sofrem ou sofreram sanções naquele lugar e os motivos que levaram a tais bloqueios.
A Internet é um dos territórios mais dinâmicos, que permite troca intensa de informações e compartilhamento de dados, em qualquer lugar que você esteja e que tenha acesso à rede. Tolher quaisquer dessas movimentações constitui em censura, além de ferir o direito à informação, garantido constitucionalmente.
O Investintech recebe denúncias de bloqueios a serviços pela sua página no Facebook. Se você souber de qualquer bloqueio, a qualquer serviço, em qualquer parte do mundo, colabore na construção de uma Internet Livre.
Fonte: WWWhat’s New
Tags: bloqueios, facebook, internet livre, investintech, mapa, mundo, webPublicado em 15 de junho de 2010 por Alexandre Santos e Silva, na categoria Internet Livre.
Foi um prazer imenso estar presente num evento de tal importância para a web brasileira e mundial, debatendo sobre direitos legítimos, ansiedades, desejos e necessidades de regiões tão distantes pelo Brasil, além de conhecer pessoalmente pessoas com quem já colaboramos pela rede e outras [novas e bem vindas] amizades que deixaram marcadas lembranças fantásticas. Foram debates de alto nível, histórias e projetos pessoais que iluminam nossos caminhos, que somam muito para o nosso coletivo. São estas experiências que trazem força, direção e aferem o norte de nossas bússolas.
Também merece destaque a iniciativa da Mozilla Foundation, ali representada pelo Consultor Allen Gunn e pelos queridos amigos Pedro Markun, Daniela Silva e Diego Casaes da Esfera, por fomentar esse debate sobre o que é a OpenWeb ou Internet Livre sem impor ao grupo ali reunido um modelo pronto, criando somente o espaço e a dinâmica para o debate e deixando por conta do grande grupo de convidados a definição dos tópicos a serem debatidos, mesmo que isso tenha criado inicialmente um desconforto pela falta de informações. Foi instrumental para que os trabalhos se definissem pela base e não pelo topo da pirâmide.
No primeiro momento, na sexta-feira, nos encontramos (somente o grupo convidado para ser facilitador no debate) e tivemos contato com a dinâmica de grupo. Nós, da Zerotrack, já conhecíamos, pela participação, na semana anterior, no Drumbeat Florianópolis. Embora os novos participantes tenham ficado um pouco perdidos quanto aos objetivos, logo quebraram o gelo e partiram para um debate sobre os tópicos necessários para uma Internet Aberta, que pipocaram de todos os lados.
Discussões acaloradas sobre os tópicos Local X Global , Identificação X Anonimato, embates sobre a apropriação de tecnologia e localização cultural [até porque tínhamos pessoas no grupo muito engajadas com pontos de cultura e inclusão digital e que já fizeram e fazem muito pelo Brasil], sem falar da diversidade e dificuldade de recursos nas regiões mais ao Norte do país. Apesar disso, chegamos a um quase consenso de que o que pretendíamos era defender um canal de livre expressão, por onde o conteúdo trafega, e que conteúdo cultural e liberdade de expressão são questões de legislação, juntamente com as questões de segurança, privacidade e anonimato. Os tópicos foram afunilando em torno de eixos temáticos que definiram “por alto” os temas a serem debatidos num segundo momento.
No sábado, o evento foi aberto ao público, contando com um grupo maior e muito ativo, onde foram debatidos os diversos tópicos discutidos no dia anterior. Iniciamos os trabalhos convidando o público a refletir, através de um espectograma, sobre algumas questões fundamentais sobre a liberdade na internet, com perguntas do tipo: Você se sente seguro na internet?; Seus dados realmente são apagados ao excluir-se de uma rede social? e A internet é realmente descentralizada?, dentre outros tópicos, mais polêmicos.
Depois de um momento de descontração com a audiência, que já havia quebrado o gelo com brincadeiras e diálogos divertidíssimos, nos reunimos em grupos menores, com um facilitador em cada grupo, para auxiliar no debate. Sem conduzir, mas esclarecendo os objetivos, deixando os participantes dissertarem sobre os temas e levantando questões para debater no grande grupo. No final, resultou em um speed geek de apresentação de projetos para a OpenWeb.
A Mozilla Foundation espera receber muitos cadastros de projetos legais, que ajudem a construir e manter uma Internet mais livre e aberta. Todos os cadastros serão aceitos e poderão receber um destaque na capa do site do Drumbeat. Dentre eles, os mais bacanas serão escolhidos para receber apoio ferramental, podendo ser contemplados com uma bolsa de apoio de até US$25.000 da Mozilla Foundation.
Acredito que o evento foi um sucesso, pela dificuldade em reunir pessoas de todo o país, pelas diferenças culturais e específicas de cada região, por buscar envolver pessoas dos mais diversos tipos de atividade, técnicos e não técnicos, que tinham em comum somente o uso de internet para debaterem sobre temas tão complexos, sem conduzir ou propor um modelo, e tão somente sugerindo uma dinâmica de debate que funcionou a contento. Fico com a frase do Fabrício Zuardi : “O Saldo foi… (suspense ) POSITIVO” :)
Menção Honrosa aos Facilitadores:
Bruno Magrani , Andrea Balle, Antonio Carlos (TC), Artur de Leos , Fabricio Zuardi, Glauber Xavier , Israel do Vale, Jader Gama, João Carlos Caribé , Kamila Brito, Luciano Santa Brígida , Myris Silva , Nanni Rios , Pablo Santos Vieira “Baiano”, Ricardo Poppi , Tiago Murakami, Uiráporã Maia , Willamy Galvão e Alexandre Santos e Silva
Todo os agradecimentos aos Organizadores:
Pedro Markun, Daniela Silva, Diego Casaes e Allen Gunn
Apoiadores:
Fundação Mozilla e SESC da Vila Mariana
De eventos desse porte, temos prazer em participar. Sabemos que não é o fim, mas apenas o começo de uma grande caminhada. Convido todos a conhecer e participar do Drumbeat ou cadastrar-se na lista e ajudar a criar e manter uma Internet mais Livre, aberta e colaborativa.
A todos deixo o meu abraço e congratulações.
Contem conosco!
P.S. Nossas fotos do evento podem ser visualizadas aqui
Tags: apropriação tecnológica, ativismo, cultura, debates, drumbeat, esfera, flickr, florianópolis, hacktivismo, internet livre, legislação, liberdade de expressão, mozilla foundation, open web, privacidade, Proxxima, são paulo, segurança, sesc, Tecnologia, zerotrackPublicado em 14 de junho de 2010 por ascatia, na categoria Kommbo.

Depois de passar o dia no EDTED, você já sabe qual é a próxima parada! É a 6ª edição do Kommbo #drumbeat
Vamos trocar idéias sobre Internet Livre, conhecer produtores de mídias sociais, compartilhar o que há de mais recente em comunicação, web, culturas e tendências. E é claro, com sempre, divertir-se nesse bate-papo informal, com boa música.
19 de Junho de 2010, às 19 horas
Let’s Rock Floripa
Av Afonso Delambert Neto, 595 – Lagoa da Conceição
DJs
Eduardo Galvani – Paulera - Cói Werner
R$ 10,00
Siga-nos para saber todas as novidades em primeira mão: @kommbo
Tags: comunicação digital, drumbeat, edted, internet livre, KommboPublicado em 14 de junho de 2010 por ascatia, na categoria Internet Livre.

Antes de propormos a discussão de uma internet livre, precisamos definir alguns entendimentos acerca da liberdade. Segundo Kant, a liberdade é algo que pressupõe o ser humano como um sujeito livre e autônomo, sem estar sujeito à interferência de outrem e com capacidade de raciocínio acerca das regras de seu contexto. O conhecimento, a autonomia e a vontade [princípio] devem funcionar de forma orgânica, como ponto central em torno do qual o homem gira, sendo autor e submisso à própria lei. Sartre diz que a liberdade, se não é absoluta, não existe como tal. Precisa estar livre de determinismos ou qualquer outra forma de condicionamento.
A filosofia nos apresenta distintas e interessantes discussões acerca do conceito de liberdade e, a partir delas, nos propomos a debater alternativas para tornar a internet livre e aberta, da forma como acreditamos que deve ser. Uma internet livre passa por uma sociedade consciente e racionalmente responsável por suas defesas e caminhos escolhidos. O direito à informação é um dos direitos fundamentais e bloquear o acesso a isso tolhe esse direito na sua premissa básica.
Como princípios ideiais de uma internet livre, podemos citar a doação de obras intelectuais gratuitamente, o movimento de software livre, código aberto e os blogs, a oportunidade de exercitar o espírito colaborativo, através das trocas espontâneas, de uma rede que permita a emergência de comunidades virtuais flexíveis. As inovações tecnológias tem um caráter riquíssimo, que permite a contestação de ideologias impostas por supostos líderes de opinião. Uma estrutura horizontal, não hierárquica, tem muito mais valor de contribuição para a liberdade.
Richard Barbrook, em Futuros Imaginários, acena sobre o papel dessas inovações: “A convergência da mídia, as telecomunicações e os computadores não libertam – nem nunca irão libertar – a humanidade. A Internet é uma ferramenta útil, não uma tecnologia redentora. O determinismo tecnológico não molda o futuro da humanidade: quem constrói o futuro é a humanidade em si, usando novas tecnologias como ferramentas.”
Diante desses acenos, duas perguntas:
Por quais caminhos colaboramos com este movimento? Vamos debater?