Publicado em 17 de maio de 2010 por tiago jaime machado, na categoria Palestras.
Recebemos o convite do guru Pedro Markun para participar do Drumbeat Florianópolis, estaremos lá!
Sábado, Dia 22 de Maio 14hs as 19hs no Coisas de Maria e João, Geral do Sambaqui, 1172 – Florianópolis/SC

Se você ama a internet, pode se perguntar: a web vai permanecer tão interessante, criativa e inventiva quanto é hoje daqui a 100 anos?
A
Fundação Mozilla, criadora do Firefox, pensa que a internet pode e *deve* ser assim no futuro – mas, pra isso, ela deve permanecer aberta e livre. Para que ninguém não tenha que pedir permissão na hora de criar projetos na internet (nem a governos, nem a empresas). Para que ninguém tenha seu acesso piorado ou bloqueado quando estiver compartilhando cultura e conhecimento. Para que haja menos interesses políticos ou de mercado, e mais interesse público na rede.
É por isso que estamos começando a Batucada, uma iniciativa Mozilla Drumbeat no Brasil. Drumbeat é uma comunidade global que convida professores, artistas, advogados, cineastas e outros que usam a Internet no seu cotidiano para fazerem coisas que tornam a web melhor, e que ajudem a mantê-la aberta por um longo tempo. Já pensou em contribuir para traduzir o conteúdo da internet – inclusive o que está em vídeo – para português e várias outras línguas? Ou então ajudar as pessoas a entenderem melhor as questões da privacidade na rede? Ou produzir arte e cultura para festejar a abertura da web? Ou educar estudantes e outros públicos sobre a internet aberta? Queremos que você se envolva e participe da nossa versão tupiniquim da Drumbeat, a Batucada. E por isso estamos realizando um evento na sua cidade – assim você nos conta o que acha da história e juntos pensamos como podemos contribuir com essa causa.
Off e online, estamos construindo uma nova comunidade, que inclui nerds e geeks, mas também professores, artistas, designers, blogueiros, advogados e mesmo pessoas legais do governo. Venha para a Batucada Florianópolis aprender como você pode ajudar a manter a Internet aberta, ou então venha mostrar aos outros o que você já está fazendo pela web!
Confira a Agenda Batucada Florianópolis, e fique a vontade para adicionar um tema para discussão, editando diretamente nessa página, ou enviando um e-mail para mozilla-drumbeat-brasil@googlegroups.com
Só mais uma coisa: a comunidade global Drumbeat também apoia projetos de web aberta que trabalham com tornam a Internet mais aberta e livre. Confira os projetos existentes ou crie/registre o seu em
www.drumbeat.org/projects (por enquanto só em Inglês).
Venha para a Batucada para aprender, colaborar, ou mesmo propor um novo projeto de internet aberta.
Os eventos Batucada (como outros da comunidade Mozilla Drumbeat), são:
- Ativos e participativos: nós vamos estar fazendo e construindo a internet aberta. Menos conversa, mais ação!
- Um convite para as pessoas que amam a Web, mas não são necessariamente nerds ou geeks. Como parte da Batucada, as pessoas podem fazer muito mais do que software. Videos, legendas em várias línguas, música, peças de arte, projetos de design, cursos, livros e muito mais!
- Oportunidades para construir redes locais de pessoas apaixonadas pela web e para compartilhar o seu trabalho local com uma comunidade global.
Venha preparado para compartilhar sua visão para o futuro da Web, para contar os desafios que a internet propõe ou soluciona no seu trabalho e nos seus projetos de vida, e para dividir idéias de novos projetos que enfrentem esses desafios. Mais importante ainda, venha preparado para colaborar e construir a internet aberta!
O que? Drumbeat Florianópolis
Quando? 22 de Maio – 14hs as 19hs
Onde? Coisa de Maria e João, Geral do Sambaqui, 1172 – Florianópolis/SC
Atenção:
Para confirmar sua participação, preencha o formulário em http://moourl.com/drumbeatfloripa
Contamos com a sua participação! Até lá ;)
Tags: advogados, artistas, batucada, designers, drumbeat, florianópolis, floripa, fpolis, mozilla, pedromarkun, professores, sharefloripa
Publicado em 31 de agosto de 2009 por tiago jaime machado, na categoria Release.

A segunda edição do Kommbo Express do ano e quinta desde que começou, em 2008, acontecerá paralelamente ao 2º Twestival, que será realizado em todo o mundo e também em Florianópolis, no dia 11 de setembro. O evento será promovido no Arte Chopp Chopperia e Bruschetteria, na Lagoa da Conceição. O Kommbo tem o objetivo de promover debates e encontros sobre o que há de mais novo em comunicação e mídias sociais. Já o Twestival é um evento mundial, realizado em diferentes países, que une adeptos do Twitter para, além de trocarem ideias pessoalmente, ainda auxiliarem uma entidade carente da região.
O Kommbo e Twestival Florianópolis vão acontecer em 11 de setembro como uma forma de celebrar a importância da paz, da caridade e da integração entre as pessoas, independente de suas culturas ou meios. Na data, que remete ao atentado terrorista às Torres Gêmeas, em Nova Iorque (EUA), Florianópolis reunirá profissionais da comunicação, tecnologia, blogueiros, twiteiros, orkuteiros, adeptos do Facebook, MySpace, dentre outras mídias sociais de Santa Catarina, todos com o propósito de celebrar a diversidade e ajudar a Casa de São José, instiuição que auxilia crianças carentes da comunidade da Serrinha, em Florianópolis. A escolha da entidade a ser auxiliada foi dos próprios participantes, pelo twitter do festival, o @twestivalfln. O twitter do Kommbo é @kommbo.
Nesta edição, o Kommbo trará o palestrante Diego Remus, desenvolvedor consultivo de modelagem de processos para mídia social, que irá abordar o tema “A Geração Y e as redes de negócios“. Na ocasião, Diego falará sobre a o surgimento de novos formadores de opinião e empreendedores que a internet proporcionou, com novos padrões de comunicação, comportamento e negócios.
As inscrições custam R$ 10,00 e podem ser realizadas no site www.kommbo.com.br e pago no local e dia do evento. Na ocasião, haverá sorteio de brindes e o som ficará por conta dos DJs Paulera, John e Manu W. O site do Twestival é http://florianopolis.twestival.com. O Arte Chopp fica na Avenida Afonso Delambert Neto, 103.
—
Assessoria de imprensa do Kommbo: Dialetto Comunicação Estratégica.agencia@dialetto.com.br. (48) 4009-3223. Rodrigo Lóssio (@lossio) e Cristine Isabele Corrêa (@cristineic)
Tags: caridade, comunicação digital, diego remus, florianópolis, floripa, fpolis, Kommbo, lagoa da conceição, Twestival, voluntariado
Publicado em 31 de agosto de 2009 por tiago jaime machado, na categoria Materiais.
Olá pessoal! Faltam poucos dias para o nosso encontro. Será uma ótima oportunidade para conhecermos várias pessoas que fazem nossas atividades diárias serem mais divertidas, animadas e informativas. São nossos amigos dos blogs, facebook, flickr, orkut e twitter reunidos em nome da caridade, da celebração da paz e a integração.
Agradecemos a oportunidade de realizarmos um evento em conjunto com o Twestival Florianópolis e ajudarmos todos uma instituição bem bacana. Façamos nossa parte num mundo onde atitudes como essa parecem tão raras.
O Kommbo Express apresentará a palestra de Diego Remus (@diegoremus), grande companheiro da comunidade de informação, que trará sem dúvida alguma muito conhecimento, visões de mundo e pontos de vista sobre o mercado digital.
Abaixo segue um pacote de banners para você divulgar em seu blog e mídias sociais. Contamos com sua colaboração.
Abração.











Faça o download de todo o pacote de banners.
Tags: banner, blog, caridade, colaboração, facebook, florianópolis, floripa, fpolis, mídia social, mídias sociais, orkut, paz, twitter
Publicado em 31 de julho de 2009 por tiago jaime machado, na categoria Palestras.

No dia 9 de julho participei de um ótimo evento organizado pelo meu colega Tiago Jaime Machado, o Kommbo. Evento onde falei um pouco sobre minha pesquisa com jovens Argentinos, e, conseqüentemente, de pontos que acho importante desconstruir na noção de “digital”. Os convido a me acompanhar em uma visita pelos meus Slides (aviso aos desavisados, o post é longo.)

Sinto que todas as apresentações feitas nos últimos dois anos usam, em demasia, termos como: web 2.0, Web Social ou, pior ainda, frases de efeito que demonstram como, agora, é o usuário que tem o poder. Acho tudo isso uma bobagem. E por isso, quero chamar a atenção para dois pontos que muitas vezes são esquecidos pelos experts dessa “new internet experience”.

A primeira de todas as descostruçoes à ser feitas é: Não existe, apenas, o digital. Não se pode pensar o plano digital como sendo uma esfera separada da Real Life. A linha que divide estas duas esferas é cada vez mais tenue e, para quem trabalha tentando propagar idéias ou produtos entre pessoas, pensar como conseguir ter impacto nos dois planos ao mesmo tempo é fundamental.
Esta lei tornou-se ainda mais importante quando passei a notar que, cada vez mais, o conteúdo criado em meios digitais quer extravasar para o “plano físico”. Quero apresentar dois casos que observei durante meu tempo de pesquisa na Argentina que mostram e exemplificam esta propriedade instável do conteúdo digital.

Sempre que conversava com os adolescentes argentinos, o Facebook e , conseqüentemente, o Pet Society, apareciam como pontos importante na conversação. Como antropólogo (ou, melhor dito, fofoqueiro com diploma) me interessei muito pelo jogo, por que, além de ser aditivo, parecia importante para os garotos e garotas com os quais conversei.
O jogo consiste em montar uma casa para seu Pet – um bichinho criado pelo próprio jogador. Para poder montar a casa são necessários objetos que podem ser comprados no jogo com o dinheiro que se ganha em mini joginhos que envolvem a participação de seus amigos do Facebook. O jogo permite a troca de objetos entre amigos e tem uma grande comunidade hispânica que, através de forums e blogs, viabiliza a comercialização e troca dos objetos.
Ele me contaram (o video do youtube pronto tera legendas, aguardem.) que esta troca não é apenas de objetos virtuais por objetos virtuais. Eles, também trocam objetos virtuais por dinheiro real e, ainda mais interessante, por favores. Foi no ultimo exemplo que me foquei, pois, eles me contaram que uma vez um menino trocou um objeto com uma garota amiga dele com a condição de ela o acompanhasse à casa de uma menina que ele estava paquerando – este tipo de troca, eles me contaram, é freqüente.
Percebi que a ferramenta, inicialmente, criada para a interação no meio digital “sentiu a necessidade” de sair do meio virtual para agir na vida real. E Play Fish, a empresa por trás do joginho aproveitou-se da forma em que o jogo foi apropriado pelos usuários e não bloqueou os métodos de troca alternativos.

Outro grupo com o qual tive contato durante minha viagem à terra de los hermanos foram os Floggers. Este grupo de adolescentes tem uma historia muito particular que mostra os limites de pensar separadamente o mundo real do digital.
O grupo começou de forma pouco homogênea. Eram um monte de meninos e meninas que tinha flogs (Fotologs), entre eles eram amigos e cada um deixava comentários nos flogs dos outros. Como qualquer grupo que passa a interagir, com o tempo, criaram suas próprias formas de falar, – criando palavras como arreee – de se vestir e de se relacionar. Toda a interação limitava-se ao ambiente virtual. Contudo, uma das meninas floggers, Cumbio, percebeu que “o grupo estava muito prendido na tela” e que precisavam “fortalecer os laços”.

Ela organizou o que seria o primeiro de muitos encontros entre o garotas e garotos Floggers de Buenos Aires na frente do Shopping Abasto.
Além de Cumbio ser um exemplo claro do tipo de líder que Seth Godin aponta, em seu livro Tribes, como fundamental para iniciar um movimento social, ela foi perspicaz ao perceber a vontade dos floggers de sair do meio digital.

Junto com ela, a Nike – que vale lembrar investe pesado em sua equipe de pesquisas antropológicas – iniciou uma campanha publicitária que consistia em que o grupo desenhasse um “Tenis floggers”. Para desenhar o tênis, os floggers, entravam em um site onde projetavam seus tênis ideais e podiam postar seus protótipos em seus floggs; o modelo ganhador, foi fabricado pela Nike e um tênis-tobogã gigante apareceu na frente do shopping onde os garotos e garotas se reúnem – gerando milhares de fotos nos flogs com o tênis gigante.
A campanha ainda envolveu uma serie de atividades online e offline patrocinadas pela Nike onde os floggers conseguiram misturar as duas esferas de interação – da forma em que o vinham fazendo – tornando a campanha algo que facilitasse e não que interrompesse a comunicação. Isto é importante por que, hoje, uma campanha pensada apenas para impactar no meio digital interrompe as conversas que, naturalmente, perpassam tanto a virtualidade como a realidade.

O segundo ponto (aposto que muitos já esqueceram que eram dois pontos) a desconstruir e a idéia de que os meios digitais são de fato “meios de comunicação”. Prometo ser breve pois este tema é longo e se estiverem interessados posso fazer mais um post ao respeito.
Quando se diz que os computadores, a internet ou os celulares são meios de comunicação minha primeira reação e soltar minha histérica risada. Um meio de comunicação é aquilo que está entre duas pessoas e lhes permite manter uma conversação. A internet, o celular e os meios digitais não são meros conectores! Ao contrario os meios digitais são Mediadores de conversações.
(Charge de: dirceuveiga.com.br)
Caros leitores, quantas vezes o seus celulares os fizeram voltar para casa pois os tinham esquecido? Sim, foram os celulares que tiveram ação sobre vocês. Quantas vezes replanejaram suas reuniões em função de tomadas por que seus laptops pediam bateria? Amigos, a partir do momento em que estes aparelhos passam a ter agencia sobre suas decisões eles deixam de ser meros meios de comunicação e passam a ser mediadores de comunicação.

Você pode pensar “Ok, senhor Alberto. Mas que Me*#a muda com essa por#a de meio e mediador?” E eu, além de ficar incomodado com seus xingamentos lhe direi: “Tudo! Absolutamente Tudo!”.
Uma das principais mudanças recai sobre a máxima babaca de que a internet é o lugar onde vale tudo e tudo é possível. Quando você, querido leitor, para de pensar a internet sobre essa ilusão, as suas tentativas de construir, participar e impactar grupos sociais passarão a ser muito mais efetivas. Quando você passa a pensar que a internet (e outros meios digitais) é tão limitadora quanto possibilitadora fica muito mais fácil construir formas de comunicação efetivas.
Assim, tomando todas as idéias ao mesmo tempo e tentando resumir algo difícil de sintetizar, cabe relembrar que: Os meios digitais estão gritando suas necessidades de extravasar para o “mundo real”; isto deve-se ao fato dos meios digitais serem mediadores construídos, cotidianamente, pela interação de indivíduos sociais que têm seu intercâmbio de informações possibilitado e impossibilitado por estas formas mediadas de comunicação.
(complicado, eu sei, mas leia três vezes que, que nem haiku, começa a fazer sentido.)
Obrigado.
Tags: alberto lung, comunicação, comunicação digital, florianópolis, floripa, fpolis, Kommbo