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	<title>Kommbo &#187; Coluna Extra</title>
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	<description>Encontro de comunicação digital com gente batuta.</description>
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		<title>Rock SC &#8211; entrevista com Alexandre Gonçalves</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 13:56:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Mello</dc:creator>
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<p><img class="alignnone size-full wp-image-1407" title="rocksc" src="http://kommbo.com.br/wp-content/uploads/rocksc.jpg" alt="novidades  | Rock SC   entrevista com Alexandre Gonçalves" width="500" height="132" /></p>
<p>Nós do Kommbo adoramos, amamos e ouvimos muito rock! Apoiamos o rock nacional e principalmente o rock catarinense. Portanto, não poderíamos deixar de apoiar o <a title="Rock SC" href="http://www.rocksc.com.br/" target="_blank">Rock SC</a>, o blog de iniciativa do jornalista <strong>Alexandre Gonçalves</strong>, onde são publicados videoclipes de bandas catarinenses.</p>
<p>Fizemos uma entrevista com Alexandre Gonçalves, que também é criador do blog <a title="Coluna Extra" href="http://blog.colunaextra.com.br/" target="_blank">Coluna Extra</a>:</p>
<p><strong>KOMMBO:</strong> Alexandre, você criou o Coluna Extra em 2004. Para você, o que mudou nos blogs de lá pra cá?</p>
<p><strong>Alexandre:</strong> Basicamente, a “concorrência” ficou mais acirrada a partir do momento em que o formato blog se tornou mais popular e deixou de ser exclusivo para “iniciados”. Há uma grande segmentação, o que é positivo. E o que acontece ou começa a acontecer com o Twitter atualmente, aconteceu com os blogs entre 2007/2008, quando os portais de notícias passaram a investir mais no formato, considerado prático para transformar comentaristas de outros meios em blogueiros e também para concentrar coberturas especiais. Por outro lado, também houve uma migração parcial de usuários do Orkut para a blogosfera, com o propósito de gerar mobilização entorno de alguma causa ou para simplesmente publicar conteúdo de sua preferência. Cito como exemplo os fãs de artistas teens como Jonas Brothers e Hannan Montana e os torcedores de time de futebol. Estes últimos, aliás, são um caso à parte porque além de ferramenta de mobilização, usam o blog também como ferramenta de vigilância da mídia esportiva &#8211; o que nem sempre é feito de forma correta e responsável, beirando a intolerância e colocando em risco a credibilidade de toda essa multidão de blogueiros que lota a blogosfera brasileira.</p>
<p><strong>KOMMBO:</strong> Sabemos que o Twitter está em alta atualmente. Você vê o Twitter como uma ferramenta importante? Na sua opnião, qual é a melhor forma de utilização para os jornalistas?</p>
<p><strong>Alexandre:</strong> Jornalista que não enxerga utilidade no Twitter é porque ainda não usou o microblogging para valer. Em outubro de 2007, usei o Twitter como ferramenta de trabalho pela primeira vez. Fiz uma cobertura da Futurecom daquele ano para o Coluna Extra publicando apenas tweets. Escrevi na época que “como primeira experiência, a avaliação é positiva não só da cobertura (com 97 posts publicados), mas também da utilidade do Twitter para este tipo de ação. Recomendo”. Dois anos depois, sigo pensando assim e vou mais além. Como já trabalhei com rádio, eu vejo muito utilidade no Twitter como meio para publicação de notícias urgentes, com forte potencial de mobilização e de participação, como aconteceu durante a tragédia das chuvas em novembro de 2008. É aquela coisa de notícia que não dá para esperar para ser divulgada. “Vai pro ar” e vai sendo ampliada, complementada. Nisso, o BNO News (<a title="Twitter BreakingNEWs" href="http://twitter.com/BreakingNEWs" target="_blank">http://twitter.com/BreakingNEWs</a>) é exemplar.</p>
<p><strong>KOMMBO:</strong> Ao mesmo tempo que os Blogs, Twitter, Orkut, Facebook e etc. podem trazer bons frutos para os músicos, de que forma você acredita que a má utilização dessas ferramentas pode denegrir a imagem dos mesmos?</p>
<p><strong>Alexandre:</strong> Pela experiência com o Rock SC, tenho que visto que, com raras exceções, os músicos sofrem do mesma falho que muitas empresas quando se trata de rede social: eles apenas estão no Twitter, Orkut, MySpace, Facebook, etc., interagem pouco e não usam todo o potencial que a maioria das mídias sociais proporciona. Encontrei sites de bandas até que bem organizados que trazem links para todos os perfis em redes sociais, mas nem sempre estes perfis estão atualizados. E isso pode até nem denegrir a imagem da banda, mas frustra quem busca informações.</p>
<p><strong>KOMMBO:</strong> Como surgiu a idéia do Rock SC?</p>
<p><strong>Alexandre:</strong> Faz um tempo que eu venho acompanhado como fã, ouvinte, leitor e amigo de músicos toda a mobilização das bandas catarinenses num esforço de colocar o estado no mapa como produtor e não apenas consumidor de música. Este ano pude dar minha contribuição com algumas ações casadas no Coluna Extra (<a title="Coluna Extra" href="http://www.colunaextra.com.br" target="_blank">www.colunaextra.com.br</a>) com o Paredão Contracapa (<a title="Twitter Paredão" href="http://www.atlantida.com.br/paredao" target="_blank">www.atlantida.com.br/paredao</a>), programa da rádio Atlântida FM que só toca música de Santa Catarina (basicamente usei ferramentas de interatividade ouvintes-programa, via CoveritLive e TweetChat). De alguma forma isso criou um vínculo do Coluna Extra com a “cena”, até que um dia, deixaram um link para um vídeo no YouTube na área de comentários de um post no Coluna Extra sobre o Paredão. Fui conferir e era um clipe da banda Liss (<a title="Liss" href="http://www.liss.com.br" target="_blank">www.liss.com.br</a>), de Rio do Sul, uma das boas bandas que conheci pelo programa da Atlântida. No mesmo dia, no Twitter, li que o músico Rodrigo Daca (<a title="Rodrigo Daca" href="http://www.rodrigodaca.com" target="_blank">www.rodrigodaca.com</a>), de Florianópolis, iria lançar seu novo disco, o EP Mundo Novo, publicando um clipe por semana.  Isso deu o “clique”: as bandas de Santa Catarina estão produzindo clipes. E de cara pensei no formato de sites como BeatlesTube, ElvisTube, StonesTube. Ou seja, simples e prático para exibir vídeos de todos os tipos, organizados por tags. Pensei em nomes. A primeira idéia foi batizar de SC Rock Tube, mas o domínio ficaria horrível (scrocktube). Descartei e simplifiquei: Rock SC. Registrei, fiz o logo, usei um template simples e em três dias estava no ar.</p>
<p><strong>KOMMBO:</strong> Qual é o objetivo do Rock SC?</p>
<p><strong>Alexandre:</strong> O Rock SC tem o objetivo de ser a videoteca do rock de Santa Catarina, reunindo num único endereço vídeos de bandas de rock de todo o estado. A idéia é que o Rock SC sirva não só como um grande acervo de clipes, vídeos ao vivo, foto-clipes, entrevistas, documentários, etc., mas também como um parceiro de bandas/artistas e produtoras na distribuição de vídeos pela internet, via RSS e Twitter, por enquanto. Cito como exemplo disso a parceria informal que fiz com o músico Rodrigo Daca. Ele lançou cinco clipes, um por semana, do seu novo trabalho, o EP Mundo Novo. E sempre que o vídeo já estava disponível no YouTube, ele me mandava o link e eu agendava a publicação do vídeo no Rock SC, ampliando a divulgação e distribuição dos clipes. O resultado disso é que com o uso de uma tag especial, o fã pode assistir aos cinco clipes de <a title="Mundo Novo" href="http://www.rocksc.com.br/search/label/Mundo%20Novo%20-%20Daca%20e%20Os%20Faixa-Preta." target="_blank">Mundo Novo</a> no Rock SC. Além disso, o Rock SC tem também um objetivo pessoal/profissional:  nasceu para ser parte do portfolio da agenteinforma (<a title="Agente Informa" href="http://www.agenteinforma.com.br" target="_blank">www.agenteinforma.com.br</a>), empresa que estou abrindo em parceria com o jornalista Diógenes Fischer, que também é músico (Superbug e Os Pistoleiros) para atuar no segmento de produção e gestão de conteúdo.</p>
<p><strong>KOMMBO:</strong> O que você espera para as bandas que participarem do blog?</p>
<p><strong>Alexandre:</strong> Até o momento a participação está sendo muito positiva. Tenho recebido e-mails diários de bandas de todos os cantos do estado e isso para mim é sintomático:  as bandas estão produzindo e querem espaço para mostrar sua música. O Rock SC entra como uma das possibilidades de organização e distribuição de clipes, que é uma parte importante neste processo de consolidação do mercado musical do estado, não só em relação às bandas, mas também de produtora de vídeos. E eu espero sinceramente que minha iniciativa possa contribuir: maior divulgação, maior visibilidade para quem faz rock e para quem faz clipes em Santa Catarina.</p>

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