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Estado versus Internet: a lista negra de Barack Obama

Publicado em 20 de dezembro de 2010 por ascatia, na categoria Internet Livre.

internet  | Estado versus Internet: a lista negra de Barack Obama

Se Barack Obama faz um discurso anticensura para outros países [ou fazia, antes do Wikileaks], parece que em casa, a prática é outra. Um projeto de lei que tramita no Congresso dos Estados Unidos vem tentando impor uma série de websites que deveriam ter o acesso bloqueado pelos provedores de internet. A prática, condizente com uma ditadura, deve ser aprovada pelo Comitê Judiciário do país por estes dias.

No Demand Progress, é possível saber em detalhes do que se trata o projeto e há espaço para assinar uma petição contrária à ação.

Além deste, nas próximas semanas deverá ser apresentado ao Congresso Americano um projeto de lei que determina que as empresas de internet sejam obrigadas a instalar grampos de captura de dados enviados pelos seus usuários. Trocando em miúdos, todos os serviços de e-mail, mensageiros instantâneos e programas de voz estarão sujeitos à livre interferência das agências de espionagem do governo, que argumentam o projeto como forma de combate ao terrorismo. Trata-se, na verdade, de cerceamento forte à liberdade.

Tim Berners-Lee, o cara que inventou a web diz, inspirado pela Carta Magna:

Todos nós utilizamos a internet e ela faz parte do mundo social. Nenhuma pessoa ou organização pode ser privada da sua capacidade de se conectar a outras [...] e nenhum governo ou empresa pode ser autorizado a cortar uma ligação à internet como forma de promover seus objetivos de forma arbitrária.

Concordamos com Berners-Lee e defendemos uma internet livre, onde às pessoas não seja tolhido o direito de livre comunicação em rede.

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Paquistão bloqueia mais sites sob a acusação de conteúdo ofensivo

Publicado em 29 de junho de 2010 por ascatia, na categoria Internet Livre.

internet  | Paquistão bloqueia mais sites sob a acusação de conteúdo ofensivo

A liberdade na internet volta a ser pauta por conta de posturas culturais que envolvem política e religião.

Mais uma vez, o tribunal paquistanês bloqueou o acesso a inúmeros sites sob a acusação de serem ofensivos aos muçulmanos, entre eles o YouTube. Para os muçulmanos, toda e qualquer representação do profeta Maomé  é considerada uma atitude blasfêmica. A tolerância é mínima também com tudo que envolva Alá [sua representação divina] e o Corão [seu livro sagrado]

Yahoo, MSN, Hotmail, Google, Islam Exposed, In The Name of Allah, Amazon e Bing, da Microsoft, são alguns dos serviços de e-mail, compras e buscas que estão sob a mira do monitoramento pelos juízes paquistaneses.

Em maio, autoridades bloquearam o Facebook, o Youtube e o Twitter, por ordem judicial. Contra o Facebook, os argumentos vieram depois que um movimento usou imagens do profeta Maomé para protestar contra as ameaças de um grupo extremista muçulmano. Além destas, outras 450 manifestações diversas na rede mundial de computadores foram bloqueadas no mesmo mês.

Fonte: IDG Now

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