Estado versus Internet: a lista negra de Barack Obama

Se Barack Obama faz um discurso anticensura para outros países [ou fazia, antes do Wikileaks], parece que em casa, a prática é outra. Um projeto de lei que tramita no Congresso dos Estados Unidos vem tentando impor uma série de websites que deveriam ter o acesso bloqueado pelos provedores de internet. A prática, condizente com uma ditadura, deve ser aprovada pelo Comitê Judiciário do país por estes dias.
No Demand Progress, é possível saber em detalhes do que se trata o projeto e há espaço para assinar uma petição contrária à ação.
Além deste, nas próximas semanas deverá ser apresentado ao Congresso Americano um projeto de lei que determina que as empresas de internet sejam obrigadas a instalar grampos de captura de dados enviados pelos seus usuários. Trocando em miúdos, todos os serviços de e-mail, mensageiros instantâneos e programas de voz estarão sujeitos à livre interferência das agências de espionagem do governo, que argumentam o projeto como forma de combate ao terrorismo. Trata-se, na verdade, de cerceamento forte à liberdade.
Tim Berners-Lee, o cara que inventou a web diz, inspirado pela Carta Magna:
Todos nós utilizamos a internet e ela faz parte do mundo social. Nenhuma pessoa ou organização pode ser privada da sua capacidade de se conectar a outras [...] e nenhum governo ou empresa pode ser autorizado a cortar uma ligação à internet como forma de promover seus objetivos de forma arbitrária.
Concordamos com Berners-Lee e defendemos uma internet livre, onde às pessoas não seja tolhido o direito de livre comunicação em rede.
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