Ela ainda está em fase de formação e desenvolvimento, mas, seguindo os moldes da Apache Software Foundation, a Open Web Foundation, uma entidade sem fins lucrativos, dedicada à abertura e ao desenvolvimento de tecnologias não proprietárias, visa a construção de uma estrutura social equilibrada, contribuindo na formação de uma união dos esforços de todos os movimentos que levantam a bandeira da Open Web, buscando desconstruir a fragmentação e somando forças para resolver os problemas da demanda.
Convidando todos os movimentos a unirem-se à fundação, trocar ideias, sugerir especificidades, merece ser reconhecida e receber nossas colaborações.
Chris Anderson, do TED TALKS, entrevista Julian Assange, criador do WikiLeaks, o polêmico portal colaborativo de informação jornalística. Julian fala sobre suas motivações em manter o site, sobre seu funcionamento e sobre a constante caça das autoridades, pelas denúncias a corporações e governos que publica.
Vale a pena prestar atenção nos quase vinte minutos da entrevista [em inglês]:
Um projeto do Google Labs que merece ser destacado é o Public Data Explorer, que fornece dados públicos de forma fácil de explorar, visualizar e comunicar. Com cartas e mapas dinâmicos e constantemente atualizados, tornam as mudanças globais mais compreensíveis. Como a ferramenta é labs [significa que ainda está em fase de desenvolvimento e aperfeiçoamento], existe um grupo público de discussões no Google para onde podem ser enviados os feedbacks a respeito da mesma, sugestões de dados a serem incorporados, etc.
Destinado a estudantes, jornalistas, políticos e toda e qualquer pessoa que queira criar visualizações de dados públicos ou até mesmo incorporá-los em textos e websites. Os dados dos gráficos, mesmo após serem incorporados em algum documento, são atualizados automaticamente, mantendo-o sempre atualizado.
No mapa acima, calculamos a emissão de CO² em m³ per capita do Brasil, comparada a outros países latinoamericanos e o Caribe, num crescente avanço de 1960 até 2006. Outros gráficos, referentes à política, economia e um vasto campo de indicadores podem ser gerados e comparados.
Apesar da cláusula de sigilo que os serviços do Google tem em relação às informações que são transportadas pelos seus serviços [Orkut, YouTube, Blogger, etc.], muitos governos abrem pedidos de quebra de sigilo de informações ou de remoção de conteúdos considerados ofensivos ou impróprios.
O governo brasileiro é um dos campeões no número de pedidos de remoção e quebra de sigilo. Segundo a página de requisições de governos do Google, os pedidos de quebra de sigilo no Brasil são frequentes por conta dos inúmeros casos de investigação criminal envolvendo o Orkut.
“For Brazil and India, government requests for content removal are high relative to other countries in part because of the popularity of our social networking website, orkut. The majority of the Brazilian and Indian requests for removal of content from orkut relate to alleged impersonation or defamation.” [texto completo aqui]
O infográfico com esses números, em detalhes, pode ser conferido aqui.
O Mozilla Drumbeat vai participar do 11° Fórum Internacional de Software Livre, de 21 a 24 de julho de 2010, em Porto Alegre. Será oferecida uma série de palestras e outras atividades de hacking e video, trazendo para o plano empírico alguns conceitos da Open Web.
As atividades começam com uma sessão sobre o WebMadeMovies, com Brett Gaylor – diretor do documentário RIP – Remix Manifesto – sobre novas formas de trabalhar com vídeo na web. Segue-se a esta atividade, uma maratona de 48 horas de produção de um documentário sobre como o FISL impacta o cenário de Open Web em Porto Alegre. Esta gravação pretende reunir o máximo de material possível para no dia seguinte ser feito um Hack <VIDEO> Sprint, onde os hackers vão trabalhar em cima do HTML5 <VIDEO>, para dar novas formas de visualizar esse conteúdo online.
Além disso, o diretor executivo da Mozilla Foundation, Mark Surman, comparece ao evento para explicar um pouco mais para o público brasileiro do que se trata o Mozilla Drumbeat, ideia que foi lançada no Brasil em março e desde então construída por colaboradores de todo o país.
Surman aproveita para falar sobre o Open Web Career, um projeto #drumbeat que está construindo um currículo básico para treinar desenvolvedores com habilidades voltadas para a Open Web. Pequenos grupos de estudantes motivados trabalham em torno de um conjunto de materiais livres, para responderem, de forma autônoma, a problemas pré-definidos — usando tecnologias abertas e construindo assim uma internet melhor. A ideia é que todos os cursos tenham um formato pioneiro, e sejam ministrados na Peer 2 Peer University (P2PU) — encorajando a experimentação, o auto-aprendizado, e ajudando os participantes a construirem capacidades que são cruciais no mercado contemporâneo. Nessa palestra, Mark Surman fala sobre esse projeto e sobre possíveis novos cursos em português, que devem começar em Setembro/2010.
E finalmente, além das atividades promovidas pelo Mozilla Drumbeat, será anunciada a seleção de um projeto brasileiro para uma bolsa especial no valor de US$5,000.00. Os projetos devem estar cadastrados no site do Drumbeat e atender aos princípios básicos dos projetos Drumbeat:
1. aperfeiçoem, fortaleçam ou protejam a web aberta de forma concreta;
2. encorajar as habilidades e criatividade de um grande número de pessoas que usam a internet no dia-a-dia.
Cadastre seu projeto e não perca o Mozilla Drumbeat no FISL 2010!
O Woork Up publicou mais um infográfico, reportando as censuras na web em 2010.
Os dados do infográfico referem-se ao número de web users por país (em milhões), a porcentagem da população que eles representam e o número de serviços bloqueados.
Segundo Antonio Lupetti, editor chefe do website, cerca de 25% da população mundial é afetada por bloqueios de informação. A China é a nação que mais sofre com tal política censora, seguida pelo Irã, o Vietnã e o Egito.
“É impressionante notar que, com base nesses números, cerca de 1.720 milhões de pessoas são afetadas pela censura da Internet: a informação significativa, o que corresponde a 25,3% da população do planeta estimada em 6.790 milhões de pessoas.”
A liberdade na internet volta a ser pauta por conta de posturas culturais que envolvem política e religião.
Mais uma vez, o tribunal paquistanês bloqueou o acesso a inúmeros sites sob a acusação de serem ofensivos aos muçulmanos, entre eles o YouTube. Para os muçulmanos, toda e qualquer representação do profeta Maomé é considerada uma atitude blasfêmica. A tolerância é mínima também com tudo que envolva Alá [sua representação divina] e o Corão [seu livro sagrado]
Em maio, autoridades bloquearam o Facebook, o Youtube e o Twitter, por ordem judicial. Contra o Facebook, os argumentos vieram depois que um movimento usou imagens do profeta Maomé para protestar contra as ameaças de um grupo extremista muçulmano. Além destas, outras 450 manifestações diversas na rede mundial de computadores foram bloqueadas no mesmo mês.
Panarquia (Panarchy) é o sistema, ou modelo de sistema, que emerge da complexidade de nossa estrutura social e política, compondo com os diversos atores um incremento nas formas de organização de redes, permitindo que tecnologias de conectividade proporcionem integrações entre pessoas no desenvolvimento de sistemas mundiais de transformação de ambientes políticos em esferas de participação diversificadas de governança.
Panarquia, um modelo de muitos para muitos.
Proporcionar e estimular conexões entre os indivíduos, grupos de criação, de compartilhamento e acompanhamento de políticas públicas como forma de desenvolvimento de um nível elevado de sociologia política. O aprimoramento de indivíduos, grupos e projetos de Panarquia é fundamental para que a sociedade civil e mais essencialmente o estado (e seus governantes) reconheçam que ativistas do mundo inteiro estão transformando os sentidos e significados daquilo que se chama de comportamento político.
Há algum tempo, temos falado nos nossos canais de comunicação sobre o Drumbeat. A hashtag #drumbeat, inclusive, tem acompanhado nossa divulgação da próxima edição do Kommbo Express, nosso encontro batuta de comunicação. Além disso, no último final de semana, o Xande participou do Drumbeat – SP e nos relatou sua participação aqui. Hoje, apresentamos alguns motivos para acreditarmos e apoiarmos o projeto.
O Drumbeat é composto de projetos práticos e eventos locais que reúnem pessoas inteligentes e criativas em torno de grandes idéias, para resolver problemas e construir uma web aberta para os próximos 100 anos. A idéia é lançar um movimento. O primeiro passo disso é chamar e aglutinar pessoas em torno do mesmo ideal, com habilidade e criatividade para manter a Internet Livre. Professores, advogados, artistas, contadores, marceneiros e desenvolvedores web, enfim… qualquer um que use e se preocupe com a Internet.
A web é o mais poderoso veículo de comunicação, além de ser uma ferramenta perfeita de comércio, educação, ativismo, cultura, etc. Seu alcance global permite que pessoas conectadas ao redor do mundo troquem, compartilhem, desenvolvam projetos coletivos e recrutem militantes para as mais distintas causas. Transformar esse território com uma espécie de “estado de sítio” é prejudicial na organização destas manifestações e tolhe a prática de aperfeiçoamento dos seus recursos.
Usando as palavras da Mozilla, criadora do Drumbeat: é preciso”proteger, melhorar e cultivar a natureza aberta da Internet”.
Muitos tem questionado o interesse da Mozilla com a criação do Drumbeat. Antes de levantarmos críticas a respeito, é importante que relembremos a importância que a comunidade global teve no desenvolvimento da Open Web no mundo, com a criação do Firefox há 5 anos, o navegador livre, de código aberto [40% do código é escrito por voluntários], usado por mais de 330 milhões de pessoas no mundo. Além disso, a Mozilla é uma organização de benefício público, isto é, seu objetivo final não são os lucros, mas a melhora da experiência online das pessoas ao redor do mundo, de acordo com a instituição da Mozilla Foundation. Pra isso, suas ações encorajam e fomentam projetos que também tenham a visão de mundo voltada a tornar a internet melhor pra todos. Os canais de comunicação da Mozilla são transparentes e deixam claras as formas de conduzir suas ações. Informações interessantes podem ser encontradas no seu about, no blog da Comunidade Mozilla no Brasil e na seção Mozilla de Perto do site oficial.
Levando em consideração a forma histórica de atuação da Mozilla, o Drumbeat apóia projetos que venham de encontro a estas premissas.
Você também pode ajudar a construir a Wiki do Drumbeat.
O Investintech publicou um mapa com os bloqueios sancionados à web pelo mundo. Ao clicar nos países, são mostrados os serviços que sofrem ou sofreram sanções naquele lugar e os motivos que levaram a tais bloqueios.
A Internet é um dos territórios mais dinâmicos, que permite troca intensa de informações e compartilhamento de dados, em qualquer lugar que você esteja e que tenha acesso à rede. Tolher quaisquer dessas movimentações constitui em censura, além de ferir o direito à informação, garantido constitucionalmente.
O Investintech recebe denúncias de bloqueios a serviços pela sua página no Facebook. Se você souber de qualquer bloqueio, a qualquer serviço, em qualquer parte do mundo, colabore na construção de uma Internet Livre.