Ela ainda está em fase de formação e desenvolvimento, mas, seguindo os moldes da Apache Software Foundation, a Open Web Foundation, uma entidade sem fins lucrativos, dedicada à abertura e ao desenvolvimento de tecnologias não proprietárias, visa a construção de uma estrutura social equilibrada, contribuindo na formação de uma união dos esforços de todos os movimentos que levantam a bandeira da Open Web, buscando desconstruir a fragmentação e somando forças para resolver os problemas da demanda.
Convidando todos os movimentos a unirem-se à fundação, trocar ideias, sugerir especificidades, merece ser reconhecida e receber nossas colaborações.
Chris Anderson, do TED TALKS, entrevista Julian Assange, criador do WikiLeaks, o polêmico portal colaborativo de informação jornalística. Julian fala sobre suas motivações em manter o site, sobre seu funcionamento e sobre a constante caça das autoridades, pelas denúncias a corporações e governos que publica.
Vale a pena prestar atenção nos quase vinte minutos da entrevista [em inglês]:
Um projeto do Google Labs que merece ser destacado é o Public Data Explorer, que fornece dados públicos de forma fácil de explorar, visualizar e comunicar. Com cartas e mapas dinâmicos e constantemente atualizados, tornam as mudanças globais mais compreensíveis. Como a ferramenta é labs [significa que ainda está em fase de desenvolvimento e aperfeiçoamento], existe um grupo público de discussões no Google para onde podem ser enviados os feedbacks a respeito da mesma, sugestões de dados a serem incorporados, etc.
Destinado a estudantes, jornalistas, políticos e toda e qualquer pessoa que queira criar visualizações de dados públicos ou até mesmo incorporá-los em textos e websites. Os dados dos gráficos, mesmo após serem incorporados em algum documento, são atualizados automaticamente, mantendo-o sempre atualizado.
No mapa acima, calculamos a emissão de CO² em m³ per capita do Brasil, comparada a outros países latinoamericanos e o Caribe, num crescente avanço de 1960 até 2006. Outros gráficos, referentes à política, economia e um vasto campo de indicadores podem ser gerados e comparados.
História, Política, Literatura, Ciência da Computação e Matemática são algumas das extensões da Universidade Harvard que estão oferecendo cursos livres, gratuitos e online.
O Projeto, em sua primeira edição, chamado Open Learning Initiative, possui um leque de temas bem amplo e as aulas [que estão disponíveis em aúdio e vídeo] são ministradas por nomes de peso da instituição.
Na lista de cursos ofertados nessa primeira edição estão:
Esta semana, o Primeiro Ministro do Reino Unido, David Cameron, levou um grupo de hackativistas para uma visita à Índia. Harry Metcalfe, Edmund von der Burg, Tim Green e David McCandless tinham a missão de analisar as relações entre tecnologia, transparência e democracia na Índia.
David McCandless, do Information is Beautiful escreveu sobre a experiência no The Guardian Datablog e compartilhou interessantes ferramentas e tecnologias para resolver questões cívicas do cotidiano desenvolvidas por lá.
Apesar da cláusula de sigilo que os serviços do Google tem em relação às informações que são transportadas pelos seus serviços [Orkut, YouTube, Blogger, etc.], muitos governos abrem pedidos de quebra de sigilo de informações ou de remoção de conteúdos considerados ofensivos ou impróprios.
O governo brasileiro é um dos campeões no número de pedidos de remoção e quebra de sigilo. Segundo a página de requisições de governos do Google, os pedidos de quebra de sigilo no Brasil são frequentes por conta dos inúmeros casos de investigação criminal envolvendo o Orkut.
“For Brazil and India, government requests for content removal are high relative to other countries in part because of the popularity of our social networking website, orkut. The majority of the Brazilian and Indian requests for removal of content from orkut relate to alleged impersonation or defamation.” [texto completo aqui]
O infográfico com esses números, em detalhes, pode ser conferido aqui.
A Stanford Med School disponibilizou online os três cursos do Projeto Mini Stanford Med School, seus estudos continuados em biologia humana, saúde e doença, ministrados por mais de trinta professores ilustres, cientistas e médicos.
A série, ministrada entre 2009 e 2010, pode ser acessada na íntegra:
O Mozilla Drumbeat vai participar do 11° Fórum Internacional de Software Livre, de 21 a 24 de julho de 2010, em Porto Alegre. Será oferecida uma série de palestras e outras atividades de hacking e video, trazendo para o plano empírico alguns conceitos da Open Web.
As atividades começam com uma sessão sobre o WebMadeMovies, com Brett Gaylor – diretor do documentário RIP – Remix Manifesto – sobre novas formas de trabalhar com vídeo na web. Segue-se a esta atividade, uma maratona de 48 horas de produção de um documentário sobre como o FISL impacta o cenário de Open Web em Porto Alegre. Esta gravação pretende reunir o máximo de material possível para no dia seguinte ser feito um Hack <VIDEO> Sprint, onde os hackers vão trabalhar em cima do HTML5 <VIDEO>, para dar novas formas de visualizar esse conteúdo online.
Além disso, o diretor executivo da Mozilla Foundation, Mark Surman, comparece ao evento para explicar um pouco mais para o público brasileiro do que se trata o Mozilla Drumbeat, ideia que foi lançada no Brasil em março e desde então construída por colaboradores de todo o país.
Surman aproveita para falar sobre o Open Web Career, um projeto #drumbeat que está construindo um currículo básico para treinar desenvolvedores com habilidades voltadas para a Open Web. Pequenos grupos de estudantes motivados trabalham em torno de um conjunto de materiais livres, para responderem, de forma autônoma, a problemas pré-definidos — usando tecnologias abertas e construindo assim uma internet melhor. A ideia é que todos os cursos tenham um formato pioneiro, e sejam ministrados na Peer 2 Peer University (P2PU) — encorajando a experimentação, o auto-aprendizado, e ajudando os participantes a construirem capacidades que são cruciais no mercado contemporâneo. Nessa palestra, Mark Surman fala sobre esse projeto e sobre possíveis novos cursos em português, que devem começar em Setembro/2010.
E finalmente, além das atividades promovidas pelo Mozilla Drumbeat, será anunciada a seleção de um projeto brasileiro para uma bolsa especial no valor de US$5,000.00. Os projetos devem estar cadastrados no site do Drumbeat e atender aos princípios básicos dos projetos Drumbeat:
1. aperfeiçoem, fortaleçam ou protejam a web aberta de forma concreta;
2. encorajar as habilidades e criatividade de um grande número de pessoas que usam a internet no dia-a-dia.
Cadastre seu projeto e não perca o Mozilla Drumbeat no FISL 2010!
O Woork Up publicou mais um infográfico, reportando as censuras na web em 2010.
Os dados do infográfico referem-se ao número de web users por país (em milhões), a porcentagem da população que eles representam e o número de serviços bloqueados.
Segundo Antonio Lupetti, editor chefe do website, cerca de 25% da população mundial é afetada por bloqueios de informação. A China é a nação que mais sofre com tal política censora, seguida pelo Irã, o Vietnã e o Egito.
“É impressionante notar que, com base nesses números, cerca de 1.720 milhões de pessoas são afetadas pela censura da Internet: a informação significativa, o que corresponde a 25,3% da população do planeta estimada em 6.790 milhões de pessoas.”
A liberdade na internet volta a ser pauta por conta de posturas culturais que envolvem política e religião.
Mais uma vez, o tribunal paquistanês bloqueou o acesso a inúmeros sites sob a acusação de serem ofensivos aos muçulmanos, entre eles o YouTube. Para os muçulmanos, toda e qualquer representação do profeta Maomé é considerada uma atitude blasfêmica. A tolerância é mínima também com tudo que envolva Alá [sua representação divina] e o Corão [seu livro sagrado]
Em maio, autoridades bloquearam o Facebook, o Youtube e o Twitter, por ordem judicial. Contra o Facebook, os argumentos vieram depois que um movimento usou imagens do profeta Maomé para protestar contra as ameaças de um grupo extremista muçulmano. Além destas, outras 450 manifestações diversas na rede mundial de computadores foram bloqueadas no mesmo mês.